Dengue e Covid: Suas Influências na queda de cabelo e no tratamento capilar

Introdução

A queda de cabelo pode ser influenciada por diversas condições de saúde, incluindo infecções virais como dengue e COVID-19. Ambas as doenças podem desencadear ou agravar a perda de cabelo devido ao estresse que causam no organismo. Vamos explorar como cada uma dessas infecções pode afetar a saúde capilar e quais são os possíveis tratamentos capilares em resposta a essas condições.

Queda de Cabelo Associada à Dengue

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Algumas das principais formas de queda de cabelo associadas à dengue incluem:

Eflúvio Telógeno: Esta é a forma mais comum de queda de cabelo pós-dengue. A febre alta e o estresse causado pela infecção podem levar muitos folículos capilares a entrarem na fase telógena (fase de repouso), resultando em queda de cabelo que geralmente ocorre algumas semanas após a infecção.

Impacto Nutricional: A dengue pode causar uma diminuição do apetite e da absorção de nutrientes, o que pode afetar a saúde do cabelo, uma vez que a nutrição adequada é crucial para a manutenção dos folículos capilares.

Queda de Cabelo Associada à COVID-19

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, também tem sido associada à queda de cabelo, principalmente na forma de eflúvio telógeno. Além do eflúvio telógeno, outros fatores podem contribuir para a queda de cabelo relacionada à COVID-19:

Resposta Imunológica e Inflamação: A resposta imunológica do corpo ao vírus pode causar inflamação sistêmica, que pode afetar os folículos capilares.

Estresse Físico e Psicológico: A gravidade da doença, internações e o estresse psicológico associado à pandemia também podem contribuir significativamente para a perda de cabelo.

Uso de Medicamentos: Certos medicamentos usados no tratamento de COVID-19 podem ter efeitos colaterais que incluem a perda de cabelo.

O Impacto da Dengue e da COVID-19 no Ciclo de Crescimento do Cabelo

Segundo o Dr. Pedro Troian, tanto a dengue quanto a COVID-19 podem induzir a queda de cabelo através de um mecanismo conhecido como Eflúvio Telógeno. Este termo se refere a uma fase do ciclo capilar em que o folículo piloso entra em repouso, interrompendo o crescimento do cabelo e levando à sua queda. Enquanto a dengue pode causar essa desregulação, a COVID-19 apresenta uma correlação mais evidente, com até um terço dos pacientes relatando queda de cabelo pós-infecção. A queda capilar relacionada à COVID-19 tende a ser mais pronunciada devido à intensidade da resposta inflamatória e ao estresse físico e psicológico associados à doença.

Fatores Contribuintes para a Queda de Cabelo Pós-Doença

Os pacientes que se recuperaram de dengue e COVID-19 frequentemente relatam queda de cabelo como um sintoma persistente. Dr. Troian explica que a suscetibilidade individual desempenha um papel crucial, sendo impossível prever com precisão quem desenvolverá Eflúvio Telógeno após a infecção. Para aqueles afetados, o período de recuperação capilar varia de três a seis meses, dependendo da gravidade da queda e da resposta do organismo ao estresse sofrido durante a doença.

Considerações para o Tratamento Capilar

O tratamento da queda de cabelo pós-infecção deve ser abordado com cautela e conhecimento. Dr. Troian enfatiza que a queda de cabelo relacionada a essas infecções tende a ser temporária. Portanto, conscientizar os pacientes sobre a natureza autolimitada do problema é essencial. O uso de Minoxidil tópico é uma intervenção comum e eficaz para tratar o Eflúvio Telógeno, sendo recomendado apenas após diagnóstico adequado por um profissional de saúde qualificado.

Manejo do Estresse e Controle da Inflamação

O manejo do estresse e o controle da inflamação são fundamentais para mitigar a queda de cabelo associada à dengue e à COVID-19. Dr. Troian destaca a importância de manter um padrão de sono saudável e realizar uma investigação laboratorial complementar para identificar possíveis estados pró-inflamatórios, alterações hormonais ou deficiências nutricionais. Estratégias eficazes incluem técnicas de relaxamento, terapia cognitivo-comportamental e, quando necessário, intervenção médica para controlar inflamações subjacentes.

Divulgação de Informações sobre Produtos Capilares

Com o aumento do interesse por produtos capilares durante a pandemia, é crucial que os profissionais de saúde abordem a disseminação de informações com clareza e base científica. Dr. Troian salienta que não há evidências científicas que comprovem a eficácia de shampoos “anti-queda”. Os pacientes devem ser orientados a procurar acompanhamento médico para obter um diagnóstico preciso e tratamento adequado, evitando soluções milagrosas que podem não abordar a causa real da queda capilar.

Conclusão

A queda de cabelo associada à dengue e à COVID-19 é uma preocupação crescente entre os pacientes que se recuperaram dessas doenças. Compreender os mecanismos subjacentes e as melhores práticas para o tratamento é essencial para minimizar o impacto na saúde capilar. Informações precisas e acompanhamento profissional são fundamentais para garantir que os pacientes recebam o cuidado necessário, contribuindo para uma recuperação completa e saudável.

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